Prefeitura amplia ciclorrotas e projeta 50 km de infraestrutura cicloviária por semestre em Salvador

A Prefeitura de Salvador tem atuado para ampliar a quantidade de ciclorrotas na cidade e projeta a criação de 50 quilômetros de infraestrutura cicloviária a cada semestre. A meta inclui ciclovias, ciclofaixas e ciclorrotas, dentro da estratégia de fortalecimento do uso da bicicleta como meio de transporte.

As ciclorrotas são implantadas em vias compartilhadas entre veículos e bicicletas, com sinalização específica para orientar motoristas e ciclistas. A gerente de Projetos da Superintendência de Trânsito (Transalvador), Suraia Lago, explica que esse tipo de estrutura é utilizado principalmente em locais onde não há espaço para a criação de faixas exclusivas. “A ciclorrota é uma rota utilizada em vias onde a largura não permite a implantação de uma ciclofaixa”, aponta.

Em fase final, a primeira etapa do projeto deve ser concluída ainda neste semestre, com cerca de 26 quilômetros de ciclorrotas implantados. As ações incluem a sinalização horizontal e a instalação de placas indicativas. A continuidade das intervenções está prevista para o segundo semestre, após o período chuvoso.

Trechos já estão em funcionamento em bairros como Caminho das Árvores e Pituba, além da Rua Waldemar Falcão, no Horto Florestal, conectando regiões a outras estruturas cicloviárias da cidade. De acordo com a gerente da Transalvador, a proposta é ampliar essas ligações e facilitar o deslocamento entre bairros e o acesso a ciclovias existentes, como as da orla.

A definição dos locais leva em conta a circulação de ciclistas e a necessidade de conexão entre diferentes pontos da cidade, de acordo com a Transalvador. “A equipe realiza a identificação e a verificação da quantidade de ciclistas em cada local”, afirma Suraia.

A iniciativa integra o Plano Cicloviário de Salvador, desenvolvido em conjunto com a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), e prevê a participação de ciclistas na definição de novas rotas.

“Os ciclistas são parte integrante do trânsito e devem ser tratados com a mesma prioridade que os demais usuários das vias. Nosso objetivo é promover uma convivência segura entre motoristas, ciclistas e pedestres. A bicicleta é um meio de transporte sustentável, acessível e relevante para a mobilidade urbana. Portanto, fortalecer esse modal de transporte contribui para a melhoria da qualidade de vida em Salvador”, conclui Suraia.

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